O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, fragilizado por votações desfavoráveis e protestos no país contra medidas de austeridade, declarou ontem que vai dar continuidade às políticas destinadas a reduzir o déficit público e que a alternativa – a moratória – seria uma catástrofe.

“Tomamos uma decisão, de que nenhum grego deve viver sob as consequências de uma moratória e de mudar o país radicalmente para que não esteja mais sob a supervisão de alguém e possa ficar em pé por si mesmo”, disse Papandreou, em entrevista ao jornal To Vima.

“Nunca em minha vida imaginei que eu precisaria cortar pensões para que o Estado continuasse pagando algumas pensões pelo menos”, acrescentou. “Escolhemos a menos dolorosa entre duas opções: uma difícil, a outra catastrófica.”

Na sexta-feira, o governo revelou um programa de austeridade vigente até 2015, que pretende economizar cerca de 28 bilhões de euros (US$ 41 bilhões). As informações são da Associated Press.