O Paquistão afirmou, neste sábado, que a China irá ajudar na construção de mais duas usinas nucleares, anulando a frustração afegã depois do recente acordo nuclear entre a rival Índia e os Estados Unidos. O acordo com a China está entre outros doze assinados durante visita do presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari à Pequim, informou o ministro das Relações Exteriores, Shah Mahmood Qureshi.

O acordo aprofunda as relações com a China em um período quando suas relações com Washington estão desgastadas em função da guerra contra o terrorismo. Autoridades norte-americanas incluindo o assistente da Secretaria de Estado, Richard Boucher, que chegou em Islamabad no sábado para negociações, teria rejeitado pedidos do Paquistão para tratamento semelhante ao dado à Índia nas questões nucleares.

Os lideres chineses “reconhecem as necessidades do Paquistão e a China é um país que, em fóruns internacionais, tem se pronunciado contra a natureza discriminatória dos acordos entre Washington e Nova Deli”, disse Qureshi. O presidente Zardari se encontrou com os principais líderes chineses durante sua primeira visita oficial a Pequim desde que substituiu o aliado norte-americano Pervez Musharraf em setembro.

A China, um grande investidor e fornecedor de armas para o Paquistão, já ajudou o país a construir uma usina nuclear em Chashma, a 200 quilômetros ao sudeste da capital Islamabad. A construção de uma segunda usina está em progresso e deve ser completada em 2011. Qureshi disse que as usinas Chashma III e Chashma IV devem fornecer ao Paquistão mais 680 megawatts de capacidade de geração. Ele não informou, contudo, quando elas serão construídas e que tipo de assistência será dada pela China. As informações são da AP.