O novo Parlamento da Catalunha começou a se reunir nesta quarta-feira em meio a questões sobre o papel que políticos refugiados e encarcerados terão na maioria separatista da Casa e no futuro governo regional.

O líder catalão deposto Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica em outubro depois de uma fracassada tentativa de secessão da Catalunha, quer retomar seu antigo posto. Mas ele estará sujeito à prisão se retornar para a Espanha e enfrentará questões legais se for nomeado à distância pela assembleia regional.

Em mensagem no Twitter, Puigdemont criticou hoje as autoridades espanholas, dizendo que “elas entendem apenas sobre medo, violência e imposição” e prometeu restabelecer seu antigo gabinete como governo legítimo. “Mostraremos (a Madri) que não há nada que possa dobrar o espírito do povo livre”, disse na rede social.

Sete outros assentos vagos do Parlamento catalão são de quatro ex-integrantes do gabinete, procurados pela Justiça espanhola, e três outros legisladores eleitos, incluindo do ex-vice-presidente catalão Oriol Junqueras, que foi detido provisoriamente por acusações de rebelião ou sedição.

Outros ex-parlamentares e funcionários da Casa foram libertados, mas continuam sob investigação.

Madri assumiu o controle direto da Catalunha depois que a região declarou sua independência de forma unilateral, em 27 de outubro do ano passado. Fonte: Associated Press.