A promotoria de Honduras acusou 24 partidários do presidente deposto Manuel Zelaya de “sedição e danos” (violação da ordem pública). Os partidários foram detidos após protestos realizados para exigir a restituição do líder. A medida foi considerada “repressão judicial” pelo movimento que não aceita o governo interino.

A Promotoria de Delitos Comuns processou 24 pessoas por roubo, sedição, danos a propriedade privada e manifestações ilícitas contra a segurança do Estado. Dessas, 13 obtiveram liberdade condicional na madrugada de hoje, mas as acusações não foram retiradas. Os outros permanecem detidos na Penitenciária Nacional, informou Melvin Duarte, porta-voz do Ministério Público.

Eulogio Chávez, um dos líderes da chamada Frente de Resistência contra o Golpe de Estado negou as acusações feitas contra os manifestantes e afirmou que o governo interino de Roberto Micheletti “está se aproveitando do fato de ter os tribunais em suas mãos”. O promotor-geral adjunto, Roy Urtecho, defendeu a objetividade com que se realizam as investigações.