A polícia vai interrogar o ministro do Trabalho da França, Eric Woerth, e a mulher mais rica do país, Liliane Bettencourt, na próxima semana no que parecia ser um simples processo envolvendo a herdeira da marca L’Oreal e que agora ameaça se transformar em um problema de Estado. Woerth, ex-tesoureiro do partido do presidente Nicolas Sarkozy, tem negado veementemente que recebeu doações ilegais em dinheiro de Bettencourt.

O caso começou quando a filha da herdeira da L’Oreal, Françoise Bettencourt-Myers, abriu uma ação legal argumentando que sua mãe, de 87 anos, já não é mentalmente competente para administrar a fortuna da família, que é estimada em cerca de 16 bilhões de euros (US$ 20 bilhões). Françoise afirma que a mãe está sendo manipulada pelas pessoas que convivem com ela.

Liliane, cujo pai fundou a maior empresa de cosméticos do mundo, nega que seja manipulada e denunciou o que diz ser a impaciência da filha em colocar as mãos em sua fortuna. A polícia abriu três investigações envolvendo Liliane após acusações de evasão fiscal e doações ilegais para a campanha eleitoral de Sarkozy à presidência, em 2007 – o que todas as partes envolvidas negam. As informações são da Dow Jones.