A polícia italiana prendeu hoje cerca de 300 pessoas e confiscou ativos avaliados em milhões de dólares em uma grande operação antes do amanhecer contra a máfia calabresa, afirmou a imprensa local. O suspeito considerado o chefe da organização criminosa, Domenico Oppedisano, foi detido em Rosarno, uma pequena cidade na costa da Calábria, no sul do país. Os investigadores descreveram a operação como uma das maiores vitórias já obtidas sobre a organização.

A operação, porém, ficou concentrada nas cidades do norte italiano onde a máfia ‘ndrangheta tem ganhado força nos últimos anos, informaram agências de notícias do país. Pelo menos 3 mil policiais participaram da investigação. As acusações contra os detidos incluem homicídio, extorsão, tráfico de armas e drogas e associação ilícita.

A ‘ndrangheta está vinculada a criminosos de todo o mundo e hoje acredita-se que ela seja mais poderosa que a máfia siciliana. Também foi preso o homem encarregado dos negócios da máfia em Milão, onde a ‘ndrangheta tem ganhado espaço. Promotores afirmam que Milão tornou-se o centro econômico da ‘ndrangheta, que migrou para o norte nos anos 1970 e 1980. Quase todos os clãs criminosos italianos têm presença na Lombardia.

O ministro de Interior da Itália, Roberto Maroni, disse que a investigação atingiu o coração da ‘ndrangheta, tanto em termos de sua organização quanto de suas finanças. As prisões chegaram a algumas das mais poderosas famílias na organização, segundo agências de notícia locais. A maior operação ocorreu na região de Milão e na Lombardia, onde 160 teriam sido presos. Entre eles havia empresários e o diretor dos serviços médicos públicos da cidade de Pavia.