Representantes de diversos países se reúnem hoje para tentar mediar um cessar-fogo entre Israel e os palestinos na faixa de Gaza.

As mobilizações acontecem com as potências internacionais e os países árabes. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, viajou hoje ao Cairo para se encontrar com o presidente do Egito, Mohammed Mursi, um dos principais negociadores regionais.

Ontem, Hillary se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para tentar convencer os dois do fim das hostilidades entre as partes.

Na capital egípcia, representantes dos países da Liga Árabe se reúnem para tentar uma trégua e dar apoio aos palestinos em relação ao conflito. A avaliação dos países da região e da Turquia é que a ofensiva de Israel é exagerada.

O avanço das conversas mostrava na terça que o cessar-fogo estava próximo. O Hamas e o Egito anunciaram o fim dos combates, mas Israel negou e disse que o acordo ainda estava em preparação. No entanto, o ataque a um ônibus em Tel Aviv pode minar os esforços mudar o cenário nas próximas horas.

Apelos

Em meio às negociações, autoridades do mundo fazem apelos pelo término do conflito. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu aos palestinos que parem de disparar foguetes contra Israel.
O pedido foi feito após uma reunião com Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia, em que defendeu as conversas diplomáticas entre as autoridades palestinas e israelenses.

Mais cedo, o papa Bento 16 também defendeu o fim dos combates e mostrou preocupação com o crescimento do conflito para outros países do Oriente Médio. Ele também elogiou os esforços da comunidade internacional para a negociação do conflito.
Por outro lado, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, defendeu o direito de Israel se defender e proteger seus cidadãos dos ataques palestinos à faixa de Gaza. “Não penso que possamos imaginar o que seria estar sempre sob o risco de receber um disparo contra sua família”.

A chefe de governo ainda disse que se devem intensificar os esforços internacionais para reduzir o conflito e espera que se chegue a um cessar-fogo na região.