O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que o militar do país condenado por matar a tiros um palestino ferido e imobilizado seja inocentado. O premiê falou horas após o soldado Elor Azaria ser condenado por um tribunal. Azaria pode pegar pena máxima de 20 anos de prisão.

A defesa disse que pretende recorrer do veredicto. Em sua página no Facebook, Netanyahu escreveu: “Eu apoio dar um perdão a Elor Azaria.”

O primeiro-ministro também pediu que o público apoie o Exército e seus comandantes.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, tem a autoridade para emitir perdões. Rivlin já disse, porém, que esperará que o processo jurídico siga seu curso, antes de tomar uma decisão. No comunicado do presidente não há nenhuma indicação de que Rivlin apoiará um perdão.

O veredicto foi um caso raro onde um tribunal militar israelense condenou um soldado por ação letal em campo. Comandantes militares reprovaram a conduta de Azaria, enquanto boa parte da população defendeu a conduta dele. A sentença pode sair no dia 15 de janeiro.

Azaria é um médico do Exército e foi registrado em um vídeo matando a tiros um palestino ferido que havia esfaqueado um soldado em Hebron, na Cisjordânia. O palestino, Abdel Fattah al-Sharif, estava deitado e já desarmado quando Azaria disparou na cabeça dele. Fonte: Associated Press.