O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nomeou hoje novos ministros para seu gabinete, incluindo para as pastas de Relações Exteriores e Defesa, numa tentativa de impulsionar seus índices de aprovação e evitar possíveis conflitos dentro de seu partido, distribuindo cargos a legisladores experientes de fora de seu círculo íntimo.

Nos últimos meses, uma série de escândalos políticos, incluindo denúncias de que Abe prestou favores a amigos, vem ameaçando a liderança do premiê. Pesquisas recentes mostraram que a aprovação do governo Abe caiu para menos de 30%, uma mínima histórica.

Em coletiva de imprensa convocada para anunciar mudanças no gabinete, Abe reconheceu que preocupações com suposto comportamento inadequado prejudicou a confiança em sua administração.

“Mais uma vez, expresso meu profundo pesar e desculpas ao povo”, disse Abe.

A oposição e outros críticos dizem que o poder no Japão tem se concentrado demais em torno de Abe e de assessores próximos.

Na reformulação do gabinete, Abe demonstrou estar disposto a abraçar uma gama mais variada de visões dentro do governista Partido Liberal Democrata, segundo analistas.

Entre as mudanças, Taro Kono, de 54 anos, foi nomeado ministro das Relações exteriores. Kono é filho de um ex-ministro da pasta e, no passado, criticou as políticas do governo para a imigração e energia nuclear.

Já Itsunori Onodera, de 57 anos, assumirá a Defesa, posto que já havia ocupado anteriormente, no lugar de Tomomi Inada, uma protegida de Abe que foi acusada por oposicionistas de encobrir relatos comprometedores sobre operações de manutenção de paz do Japão.

Abe também nomeou Seiko Noda, de 56 anos, como ministra do Interior. Noda será uma das únicas duas mulheres do gabinete, que anteriormente contava com três ministras. Fonte: Dow Jones Newswires.