Soldados renegados assassinaram nesta segunda-feira (2) o presidente de Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira. O magnicídio ocorreu no palácio presidencial horas depois de uma explosão ter matado o comandante das Forças Armadas do país. O Exército de Guiné-Bissau divulgou pelo rádio uma mensagem na qual assegurava que não havia nenhum golpe militar em andamento.

O comandante das Forças Armadas, Batiste Tagme na Waie, assassinado na noite de ontem, era considerado um dos principais rivais de João Bernardo Vieira. Na mensagem, o Exército informou ainda que respeitaria a ordem constitucional, segundo a qual o presidente do Parlamento substitui o presidente do país em caso de morte deste. A declaração atribuía o assassinato a um grupo “isolado” de soldados não identificados e informava que os suspeitos de participação estão sendo procurados.