O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, empossado ontem, prometeu neste domingo reduzir os gastos do governo, acabar com a corrupção e repatriar fundos públicos. Em seu primeiro discurso televisionado, Khan disse que o país está na pior situação econômica já vista e prometeu reformas em todas as áreas. “Quero ver o Paquistão como um grande país”, com serviços sociais para os pobres, declarou.

Khan destacou a crescente divisão entre ricos e pobres e disse que adotaria medidas de austeridade para aliviar a pressão sobre a economia e para enfrentar a dívida externa do país, de mais de US$ 95 bilhões. “Os juros que temos de pagar pela nossa dívida alcançaram um nível que nos obriga a fazer mais dívidas apenas para cumprir nossas obrigações”, afirmou o primeiro-ministro. Ele convocou paquistaneses que vivem no exterior a guardarem seu dinheiro nos bancos do país durante a crise financeira.

Khan afirmou também que vai promover reformas nos setores da saúde e da educação e na polícia, mencionando o êxito de seu partido nestas áreas na província de Khyber Pakhtunkhwa. Sobre política externa, o primeiro-ministro falou brevemente. “Vamos manter boas relações com todos os países; queremos paz porque sem isso não é possível haver progresso e desenvolvimento.”

Ex-jogador de críquete, Khan foi empossado ontem em meio a protestos de partidos de oposição, que acusam os serviços de segurança paquistaneses de intervir em favor do ídolo do esporte nas eleições em julho.

O partido Tehreek-e-Insaf, de Khan, foi o que conquistou mais assentos no Parlamento, mas não conseguiu alcançar uma maioria clara. Por essa razão, aliou-se a parlamentares independentes para formar uma coalizão, o que possibilitou a escolha do ex-esportista para a chefia de governo pela Assembleia Nacional na sexta-feira. Fonte: Associated Press.