O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, disse hoje que pode dissolver o Parlamento até o final do ano. A declaração, no entanto, não agradou os manifestantes que exigem que ele deixe o cargo. Eles não aceitaram a oferta, que poderia ajudar a resolver a crise política do país.

Os manifestantes Camisas Vermelhas, anteriormente conhecidos como Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, têm protestado nas ruas da capital do país nas últimas duas semanas para exigir que o primeiro-ministro Abhisit dissolva o Parlamento já e que novas eleições sejam convocadas.

“Pelo bem do povo, você deveria sair”, disse Jatuporn Prompan, um dos três líderes manifestantes durante o segundo dia de conversações bilaterais, transmitidas para todo o país pela televisão. “As pessoas vão honrá-lo e lembrar-se de você por seu sacrifício”, continuou.

Os Camisas Vermelhas querem que Abhisit tome atitudes no prazo de 15 dias, mas parecem expressar alguma disposição para estender o prazo final. Nenhum acordo foi alcançado nesta segunda-feira e mesmo a possibilidade de novas reuniões ainda é incerta.