Um promotor militar do oeste da Polônia atirou contra sua própria cabeça nesta segunda-feira após defender o trabalho e rejeitar as reformas programadas para seu escritório. O coronel Mikolaj Przybyl sobreviveu ao tiro, disparado no interior de seu escritório na cidade de Poznan, minutos após ter lido uma declaração aos jornalistas e a seguir pedir para que saíssem brevemente do local.

Przybyl é vice-presidente do escritório de promotores de Poznan e chefe de um departamento local que investiga o crime organizado no Exército. Imagens mostradas pelo canal de televisão TVN24, cuja câmera fora deixada ligada após a saída dos jornalistas, mostra Przybyl andando pelo escritório até ficar fora do campo de visão da câmara antes de o tiro ser ouvido.

O diretor do hospital, Leslaw Lenartowicz, disse que Przybyl está estável e sua vida não corre perigo. O coronel sofreu ferimentos no rosto, afirmou o médico. O chefe da promotoria militar, Krzysztof Parulski, disse que Przybyl é um dos “melhores promotores” e um “homem de honra”.

O presidente Bronislaw Komorowski e o ministro da Justiça Jaroslaw Gowin monitoram de perto a investigação sobre o disparo, informaram seus gabinetes.

Alguns legisladores pede uma investigação parlamentar especial sobre o caso, afirmando que as declarações de Przybyl sugerem a existência de um enorme problema de corrupção no Exército.

Momentos antes de atirar contra si mesmo, Przybyl leu um comunicado para os repórteres no qual ele se opõem aos planos do promotor-geral Andrzej Seremet de colocar os promotores militares sob autoridade civil. Seremet disse que tal decisão está em discussão, mas que ainda não foi tomada.

Przybyl também disse que os promotores militares estão provando sua competência em muitas investigações que abriram sobre casos envolvendo o crime organizado dentro do Exército. As investigações são sobre suspeitas de corrupção na compra de equipamento para tropas da Polônia em missões no Afeganistão e, anteriormente, no Iraque.

Przybyl negou as insinuações da mídia de que os promotores infringiram a lei quando investigavam a queda do avião presidencial em 2010 na Rússia, quando o presidente Lech Kaczynski e outras 95 pessoas morreram. As informações são da Associated Press.