Rebeldes líbios rejeitaram hoje a oferta do ditador Muamar Kadafi para discutir a formação de um governo de transição no país. Mais cedo, o porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, informou que ele continua na Líbia e está disposto a negociar com os rebeldes. Segundo a proposta anunciada por Ibrahim, as negociações sobre um governo de transição seriam lideradas por Al-Saadi, filho de Kadafi.

Os rebeldes, porém, classificaram de “ilusória” a proposta de Kadafi. “Não os reconhecemos. Nós os encaramos como criminosos. Vamos prendê-los em breve”, disse em entrevista à imprensa Mahmoud Shammam, ministro da informação no governo de transição dos rebeldes. “Falar sobre negociações é como sonhar acordado para o que resta da ditadura.”

No momento da oferta de negociação, surgiram novos sinais de assassinatos arbitrários de presos e civis por forças de Kadafi durante o avanço rebelde sobre Trípoli nesta semana, incluindo 50 corpos carbonizados avistados por um repórter da Associated Press.

Em Londres, o secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague, também descartou a proposta, afirmando que o Conselho Nacional de Transição já está no comando do país e que Kadafi deveria convocar seus partidários a pararem de lutar. Os rebeldes controlam a maior parte da Líbia, incluindo Trípoli, mas vêm encontrando dificuldades para resolver o problema de falta de água, combustível e eletricidade na capital.

Nos combates de hoje, rebeldes ameaçaram avançar na estrada costeira que leva à cidade natal de Kadafi, Sirte, se os líderes tribais de lá não concordarem em se entregar pacificamente. As informações são da Associated Press.