A Grã-Bretanha espera que um referendo sobre o status das Ilhas Malvinas vá retirar os Estados Unidos e outros governos neutros de cima do muro em sua disputa territorial com a Argentina sobre a remoto arquipélago do Atlântico Sul. Apenas 1.650 eleitores estão registrados para participar de um voto secreto amanhã e segunda-feira, que será acompanhado por observadores eleitorais do Canadá, México, os EUA, Paraguai, Uruguai, Chile e Nova Zelândia.

Os habitantes das Ilhas Malvinas enfrentarão uma simples pergunta: o território deve manter seu status atual como um território autônomo no exterior do Reino Unido?.

Os eleitores esperam que a resposta será esmagadoramente a favor da governança e proteção britânicas. Eles esperam colocar sua própria autodeterminação no centro de qualquer discussão sobre o seu futuro diante das reivindicações da Argentina para as ilhas.

A Grã-Bretanha quer que os EUA, em particular, reconheçam os direitos dos residentes das Ilhas Malvinas, mas o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, recusou-se ceder sobre a questão em sua recente visita a Londres. “Eu não vou comentar, nem o presidente, sobre um referendo que ainda vai ser realizado”, afirmou Kerry, colocando a questão para depois que os resultados forem anunciados na noite de segunda-feira. “Nossa posição sobre as Malvinas não mudou. Os EUA reconhecem o governo britânico sobre as ilhas, mas não toma posição sobre a questão da soberania das reivindicações das partes”, acrescentou.

Na noite de sexta-feira, o Ministro de Relações Exteriores da Argentina repetiu sua declaração de que os residentes das Ilhas Malvinas são pessoas “implantadas” e que as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) exigem que a Grã-Bretanha resolva a disputa bilateralmente, “levando em conta os interesses (não os desejos) dos habitantes das Ilhas.” As informações são da Associated Press.