O Ministério das Relações Exteriores da Síria negou nesta quinta-feira (13) que o regime utilize mísseis Scud em sua luta contra os rebeldes, depois das últimas acusações dos Estados Unidos.

Segundo a agência oficial de notícias síria “Sana”, a chancelaria disse que as informações são “rumores que aumentaram ultimamente para prejudicar a imagem da Síria e seu prestígio na comunidade internacional”.

“Os mísseis Scud são um tipo de arma estratégica de longo alcance que não se emprega na luta contra grupos terroristas armados”, explicou uma fonte do ministério citada pela agência.

Por outro lado, a fonte acrescentou que “os fatos mostram que os grupos terroristas estão usando armas sofisticadas em seus ataques contra civis inocentes, as Forças Armadas e a infraestrutura privada e pública da Síria”.

Além disso, o funcionário acusou a Turquia e outros países “que ajudam Ancara na conspiração contra a Síria” de divulgar estes rumores e de fornecer armas aos rebeldes.

Ontem, o jornal “The New York Times”, citando fontes oficiais americanas, divulgou que o exército sírio disparou nos últimos dias mísseis Scud contra os insurgentes.

Os projéteis teriam sido lançados de Damasco em direção ao norte da Síria, em zonas controladas pelo rebelde Exército Livre Sírio (ELS).

Não está claro quantas mortes os mísseis teriam causado, mas segundo o jornal esta seria a primeira vez que o regime sírio lançou um ataque destas características em alvos dentro do país.

O ataque com mísseis Scud, desenvolvidos pela extinta União Soviética, demonstra, segundo os analistas, o aumento da pressão sobre o regime sírio, já que este tipo de armamento é utilizado principalmente para defesa.

Hoje mesmo, a Rússia admitiu pela primeira vez desde o início do conflito, em março de 2011, que a oposição pode derrubar o regime do presidente sírio, Bashar al Assad.