No dia seguinte à morte da líder da oposição paquistanesa e ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, a violência se espalhou por todo o país, provocando um clima de crise institucional generalizada. Saques, incêndios e depredações de prédios públicos ocorreram em diversas cidades. O governo determinou à polícia que realize forte repressão às manifestações. Um atentado a bomba matou um líder regional do partido político governista e outras três outras pessoas, informou a polícia. O atentado ocorreu no distrito de Swat, cerca de 200 km a nordeste da capital da província de Peshawar, na fronteira noroeste, onde tropas do governo combatem milicianos ligados ao Taleban.

O governo informou que não pretende adiar as eleições parlamentares marcadas para 8 de janeiro, mas o ex-premier Nawaz Sharif, um dos principais líderes da oposição, já anunciou que seu partido deverá boicotar o pleito. Após decretar três dias de luto pela morte da ex-primeira-ministra, o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, chamou o atentado de "grande tragédia nacional", mas descartou o adiamento das eleições.