Um dirigente da Al-Qaeda no Afeganistão, Mustafá Abu al-Yazid, reivindicou a responsabilidade pelo assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, em nome da organização terrorista, informou a agência de notícias Adnkronos International (AKI).

"Acabamos com um ativo muito valioso dos Estados Unidos, que tinha jurado derrubar os mujahedin", disse Yazid, por telefone, à correspondente da agência na cidade paquistanesa de Karachi.

A notícia da AKI é recebida com cautela no cenário internacional principalmente porque o atentado não foi assumido da maneira como a organização costuma fazer – divulgando vídeos em sites extremistas.

A agência, com sede em Roma, divulga suas informações em árabe, inglês e italiano. O texto lembra ainda que o "número dois" da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, decidiu assassinar Bhutto em outubro.

O governo paquistanês também é cauteloso e afirma que não sabe de fato se há vínculos diretos entre o atentado e a organização de Osama bin Laden. As investigações não descartam a hipótese de que Bhutto tenha sido morta por opositores políticos.