Uma série de terremotos derrubou casas e provocou deslizamentos de terra em uma região montanhosa do sudoeste da China, matando ao menos 50 e ferindo outras 150 pessoas. Os estragos impedem que equipes de resgate cheguem às regiões afetadas, e a comunicação foi cortada em muitas áreas.

Quatro terremotos, entre 4 e 5,7 graus, atingiram o sudoeste do país, na região das Províncias Guizhou e Yunnan, derrubando ao menos 20 mil casas, informou a agência oficial Xinhua.

A área mais afetada foi o Condado de Yiliang, onde ocorreram 49 das 50 mortes, de acordo com o governo da Província de Yunnan. Grande parte dos feridos também estavam nessa área, de acordo com Zhang Junwei, porta-voz do serviço sismológico local.

A TV estatal mostrou estradas cobertas de pedras, com várias áreas afetadas por deslizamentos de terra. Com algumas rodovias interditadas, muitas equipes ficaram impedidas de chegar aos locais atingidos para prestar socorro, segundo a Xinhua. Equipes enviaram ao local dos sismos milhares de tendas de campanha, cobertores e abrigos.

Mais de 100 mil pessoas foram retiradas de suas casas, apenas em Yunnan. Em Guizhou, só foram reportados danos materiais. Autoridades estimam, no entanto, que o número de afetados em ambas as Províncias possa chegar a 700 mil pessoas.

O oeste da China é uma zona com frequente atividade sísmica. Em 2010, um tremor de 7,1 graus na província de Qinghai causou 300 mortes e deixou mais de oito mil feridos.

Nesta mesma região, mas na província de Sichuan, ocorreu em 2008 o terremoto mais grave em mais de 30 anos na China, com 88 mil mortos e desaparecidos.