O governo da França vai enfrentar no dia 23 uma nova jornada de protestos contra a reforma da previdência proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy, atualmente em fase de análise no Parlamento. O anúncio foi feito no início da noite de ontem, em Paris, horas depois de o Palácio do Eliseu reforçar sua intenção de persistir no projeto de aumentar a idade mínima da aposentadoria de 60 para 62 anos.

A queda de braço entre governo e sindicalistas chegou ao ápice na terça-feira, quando mais de um milhão de trabalhadores, segundo a polícia, e mais de 2,5 milhões, de acordo com os organizadores, saíram às ruas para protestar contra a reforma. Os trabalhadores também pedem a demissão do ministro do Trabalho, Eric Woerth, suspeito de liderar um esquema de financiamento ilegal de campanha.

Ontem pela manhã, durante reunião do Conselho de Ministros, Sarkozy disse que insistirá na reforma, em especial no aumento da idade mínima de aposentadoria. Ainda assim, Sarkozy anunciou concessões superficiais no projeto de lei, prevendo regras mais flexíveis para alguns funcionários públicos. As concessões, porém, não agradaram os sindicalistas e a oposição. Em protesto, seis das oito maiores centrais do país concordaram em um novo “dia de ação”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.