Aeronaves militares russas carregadas de suprimentos chegaram à Síria para montar um campo de tendas para abrigar 1 mil refugiados, informou o Ministério da Defesa russo. A ajuda de Moscou, porém, tem sido alvo de críticas da oposição síria e de entidades internacionais.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse neste sábado que a ajuda humanitária inclui materiais para construir o campo de refugiados, como camas, colchões, fogões, cisternas de água e comida.

A Coalizão Nacional Síria condenou o que chamou de “intervenção militar direta russa”, descrevendo-a como um passo em direção a um “comportamento hostil”. O comunicado da coalizão diz que a intervenção russa coloca Moscou em uma posição que é “hostil para a população síria e transforma sua presença na Síria em forças de ocupação”.

“A intervenção militar russa direta não vai levar ao resgate do regime, dar-lhe legitimidade ou reabilitá-lo”, diz o comunicado da coalizão. “A presença russa vai levar a mais mortes, destruição e deslocamentos.”

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem expressado preocupações sobre o aumento da atividade militar russa na Síria, particularmente na base área próximo da cidade costeira de Latakia.

Neste sábado, na ilha mediterrânea de Chipre, perto da costa da Síria, o governo confirmou que as autoridades russas informaram que exercícios navais seriam realizados fora da Síria.

Um funcionário do governo cipriota, que falou em condição de anonimato com a Associated Press, disse neste sábado que os exercícios militares russos no Mediterrâneo são “rotina” e ocorrem a cada dois meses.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, confirmou que o país está fazendo o transporte aéreo de armas para a Síria, um aliado de longa data, e que tropas russas estão treinando o exército sírio sobre como usá-las.

A Rússia é aliada histórica da Síria e dá suporte ao presidente Bashar Assad ao longo de sua luta na guerra civil blindando-o das sanções da ONU e providenciando armas. Fonte: Associated Press.