Subiu para 11 o total de mortos durante um atentado nesta quinta-feira, no aeroporto de Mogadiscio, na Somália. Um carro-bomba e homens armados atacaram o portão principal do aeroporto. O ataque coordenado foi o mais recente de uma série cometida por insurgentes do grupo al-Shabab, que no mês passado lançou um novo esforço para derrubar o fraco governo do país.

O ataque ocorreu cerca de 40 minutos após o presidente somali, Sharif Sheik Ahmed, deixar o país. Depois da explosão do carro-bomba, um segundo veículo cheio de militantes abriu fogo contra soldados da União Africana (UA) e das forças locais. Dois soldados da UA e seis militares locais morreram, disse o major Barigye Bahoku, porta-voz das forças da UA. Um civil somali também foi morto.

Segundo o oficial do Exército somali Abdul Rahman Yussef, duas mulheres que esmolavam na rua foram mortas e um policial ficou ferido no atentado. Bahoku não confirmou essas mortes.

O ataque foi reivindicado pelo grupo militante al-Shabab, que ampliou recentemente suas ações contra o fraco governo da Somália. O grupo quer implantar um governo fundamentalista islâmico no país. Veteranos das guerras no Iraque e no Afeganistão têm treinado os militantes do al-Shabab, fato apontado como responsável pela sofisticação dos ataques do grupo nos últimos meses. Os rebeldes afirmam que a força da União Africana realiza uma cruzada católica contra a Somália muçulmana.