Pelo menos 12 pessoas morreram, entre elas o comandante da Marinha do Chipre, por conta das explosões ocorridas hoje na principal base naval greco-cipriota, em Zygi, no sul da ilha mediterrânea, informaram autoridades locais.

Segundo comunicado divulgado em conjunto pela polícia e pela guarda nacional do Chipre, o comandante da Marinha, Andreas Ioannides, e o comandante da base, Lambros Lambrou, estão entre as 12 pessoas mortas nas explosões de dezenas de contêineres de pólvora apreendidos em 2009 e armazenados na base.

Além dos comandantes, quatro membros da Marinha e seis integrantes do Corpo de Bombeiros morreram nas explosões, que também deixaram 62 pessoas feridas e levaram o ministro da Defesa e o comandante do Exército do Chipre a pedirem demissão.

A rádio pública greco-cipriota informou que as explosões ocorreram na área onde foram armazenadas as armas apreendidas em um carregamento iraniano que estava em uma embarcação de bandeira cipriota em 2009.

A rádio estatal informou que uma brigada de incêndio foi chamada para conter o fogo na base às 4h24 (horário local) e houve mais explosões às 5h50. Os incêndios são um problema frequente no Chipre, pelas condições de tempo seco criadas no quente verão local.

O ministro do Comércio, Antonis Paschalides, disse à rádio que ocorreu uma “tragédia de proporções bíblicas”. A explosão foi tão intensa que causou o corte de energia na principal estação do país. Segundo a rede de televisão estatal CyBC, houve danos consideráveis às instalações da base e também a casas próximas. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.