O número de vítimas do ataque de ontem com carro-bomba cuja autoria foi assumida pela milícia radical islâmica Al-Shabaab – acusada de ter ligações com a Al-Qaeda – aumentou para 25, incluindo o ministro da Segurança Interior da Somália, Omar Hashi Áden. O atentado ocorreu num hotel da cidade de Beledweyne, a 300 quilômetros a oeste da capital, Mogadiscio.

A ação é parte de uma campanha militar que teve início em maio, quando grupos locais prometeram tomar a capital e depor o presidente Sheik Sharif Sheik Ahmed, islâmico moderado eleito em janeiro, acusado pelos radicais de subserviência aos Estados Unidos. Na quarta-feira, 34 pessoas morreram em conflitos entre forças do governo e rebeldes em Mogadiscio. Confrontos semelhantes provocaram mais de 300 mortes e a fuga de 122 mil civis nos últimos 30 dias, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Para as autoridades, o perfil do ataque de ontem prova que existem laços do Al-Shabaab com a Al-Qaeda. “Foi um ato de terrorismo. A Al-Qaeda está nos atacando”, disse o presidente somali. Em março, o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, divulgou uma nova mensagem de áudio, na qual instava os somalis a matarem seu presidente.