Uma pesquisa da consultoria Hugo Haime e Associados apontou que 60% dos entrevistados acreditam que 2008 será melhor do que 2007 foi para a Argentina. No final de 2006, somente 45% acreditavam que 2007 seria melhor do que o ano que se encerrava. O otimismo dos argentinos também foi apurado nas pesquisas sobre a nova presidente, Cristina Kirchner.

Outra pesquisa, realizada pela consultoria Analogias, ressaltou que uma das características mais apreciadas da nova presidente Cristina Fernández de Kirchner é sua "firmeza". Segundo a pesquisa, 81,7% dos argentinos destacam esse lado da personalidade da sucessora e esposa do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007). A pesquisa também indica que a imagem positiva da presidente – que na semana que vem completará um mês no poder – é de 72%.

Outra pesquisa, realizada pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (Ceop), afirma que a aprovação popular da nova presidente subiu de 68,7% no dia de sua posse para 74,6% na terceira semana de governo.

Nesse intervalo, Cristina Kirchner manteve um duro confronto com os Estados Unidos, ao qual acusou de estar por trás de uma "operação de inteligência" para desprestigiar seu governo. O pivô desta briga são as acusações do FBI (polícia federal norte-americana) e da Justiça Federal de Miami de que Cristina teria recebido dinheiro do presidente venezuelano Hugo Chávez para sua campanha eleitoral. O escândalo ficou conhecido como "o caso da maleta". Mas as acusações de corrupção não provocaram abalos na imagem da nova presidente.

As pesquisas também indicam que os argentinos querem que em 2008 Cristina se ocupe com urgência de vários problemas, entre eles a criminalidade e a inflação. A pesquisa do CEOP afirma que 63% dos argentinos consideram que o casal Kirchner até agora não conseguiu medidas concretas para deter a escalada de preços.