Manifestantes ocuparam importantes avenidas do centro de Seul pelo quarto sábado consecutivo para pedir a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, envolvida em um grande escândalo de corrupção. Segundo a polícia, cerca de 30 mil pessoas se reuniram em ruas próximas à sede da prefeitura e em um boulevard, onde centenas de milhares de pessoas marcharam na semana passada no que pode ter sido a maior demonstração no país desde o fim da ditadura há três décadas.

Críticos de Park acusam a presidente de ter enfraquecido a democracia no país ao permitir que uma amiga próxima manipulasse o poder nos bastidores e acumulasse uma fortuna ilícita. Apoiadores de Park realizaram demonstrações menores em ruas próximas.

Promotores pretendem acusar formalmente a amiga de Park, Choi Soon-sil, até o domingo (20), e também querem interrogar a presidente nos próximos dias.

Choi, filha do líder de um culto, é suspeita de interferir em assuntos de Estado apesar de não ocupar cargo no governo, e de ameaçar companhias, com a ajuda de assessores presidenciais, para convencê-las a doar dezenas de milhões de dólares para fundações controladas por ela.

Por causa dos protestos das últimas semanas, partidos de oposição vêm aumentando a pressão para forçar a renúncia de Park. Na quinta-feira, o Parlamento da Coreia do Sul aprovou uma lei que permite que um promotor especial investigue o escândalo de corrupção que ameaça a presidente. A oposição, porém, reluta em pressionar por um impeachment, pois teme provocar uma reação dos eleitores conservadores e afetar negativamente a eleição presidencial do próximo ano.

O mandato de Park termina em 24 de fevereiro de 2018. Se ela renunciar antes da eleição presidencial, em 20 de dezembro de 2017, uma eleição deve ser realizada dentro de 60 dias. Fonte: Associated Press.