Funcionários da inteligência paquistanesa informaram que um míssil, aparentemente dos Estados Unidos, matou 15 pessoas no noroeste do país. Segundo as fontes, as identidades das vítimas ainda não foram reveladas. A casa atingida fica na vila Mir Ali, no Waziristão do Norte. Os funcionários falaram sob condição de anonimato.

Também no noroeste paquistanês, um suicida atacou nesta sexta-feira (31) um chefe de polícia, matando oito pessoas, entre elas cinco civis. A autoridade sobreviveu ao ataque, que também matou três policiais. O atentado suicida ocorreu na cidade de Mardan e deixou 15 pessoas feridas, segundo o prefeito Himayat Ali.

Houve mais de 90 ataques suicidas no país desde julho do ano passado, que mataram perto de 1.200 pessoas, segundo estatísticas dos militares. Acredita-se que a maioria dos extremistas seja treinada no noroeste do Paquistão, de onde também partem para realizar ataques no território do vizinho Afeganistão contra forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os Estados Unidos pressionam o governo local para reprimir mais os rebeldes. Islamabad alega, porém, que faz o possível para conter os extremistas e reclama dos ataques unilaterais lançados por Washington, qualificando-os como uma agressão à soberania paquistanesa.