O Exército do México prendeu um suspeito pela morte de três pessoas ligadas ao consulado dos Estados Unidos em Ciudad Juárez, cidade próxima da fronteira entre os dois países. Um porta-voz da polícia do Estado de Chihuahua disse hoje que as Forças Armadas mexicanas prenderam o suspeito dias atrás, e que ele seria o líder da quadrilha Barrio Azteca. O porta-voz não divulgou mais detalhes.

As autoridades do México e dos EUA afirmam que a organização Barrio Azteca, que trabalha para o cartel de narcotráfico de Juárez, está envolvida nos homicídios ocorridos este mês. No crime, a empregada do consulado americano, Lesley A. Enriquez, e seu marido, Arthur H. Redelfs, foram mortos por homens armados em 13 de março após deixarem uma festa de aniversário infantil. A filha de sete meses do casal, que estava no banco traseiro do automóvel, sobreviveu. Em outro incidente, Jorge Alberto Salcido, marido de uma empregada mexicana do consulado, foi morto por um atirador após deixar a mesma festa em outro carro.

Mais mortes

Em outras localidades no México, pelo menos 16 pessoas foram mortas ontem. No Estado nortista de Durango, atiradores mataram 10 jovens que viajavam numa picape, após eles terem se recusado a parar o veículo em um bloqueio ilegal na rodovia, disseram investigadores da polícia estadual. Os jovens, com idades entre 8 e 21 anos, viajavam para a cidade de Los Naranjos, onde receberiam recursos federais de auxílio a estudantes.

Três homens morreram num tiroteio com soldados perto de um parque na cidade fronteiriça de Nuevo Laredo, perto de Laredo, no Texas (EUA). A polícia do Estado de Tamaulipas disse que encontrou os corpos de três homens que foram mortos a tiros na cidade de Miguel Alemán, 100 quilômetros ao leste de Nuevo Laredo.