Uma muçulmana australiana que pediu permissão para manter o rosto e a cabeça cobertos durante testemunho num julgamento, que acontecerá em breve, recebeu a notícia de que terá de tirar o véu.

O caso é o primeiro na Austrália no qual um tribunal teve de decidir se uma testemunha deveria ter permissão para manter o rosto coberto pelo véu, que algumas muçulmanas usam como marca de modéstia. O caso atraiu interesse nacional e surgiram comparações com a França e a Bélgica, onde vários esforços têm sido feitos para proibir o uso do véu facial.

A juíza distrital Shauna Deane determinou hoje que seria inapropriado que a mulher, identificada apenas como Tasneem, permanecesse completamente encoberta enquanto presta testemunho, porque o júri não pode ser impedido de avaliar seu comportamento.

Tasneem é testemunha de acusação num caso contra o diretor de uma empresa que dirige uma universidade muçulmana feminina, em Perth. O diretor, Anwar Sayed, é acusado de aumentar, por meio de fraude, o número de estudantes, em 2006 e 2007, para pedir centenas de milhares de dólares em recursos estaduais e federais.