Com o desemprego no país atingindo 24,44% da população, segundo o INE (Instituto Nacional de Estatísticas), um distrito de Estremadura, na Espanha, teve de optar entre o trabalho e a diversão.

Um referendo foi convocado para decidir se metade do orçamento anual reservado às festas de touradas deveria ser revertido à criação de empregos temporários na região.

Embora o valor não fosse alto, 15 mil euros aproximadamente R$ 38,5 mil), a situação chamou a atenção por colocar os habitantes dos três pequenos povoados que compõem o distrito (Guijo de Galisteo, Valrío e Batán) em uma saia justa -defender a austeridade ou a farra. Ao referendo compareceram 423 dos 1.764 habitantes locais.

Embora a taxa de desemprego na província de Cáceres, onde se localizam os municípios, seja de 31%, a maioria votou pelas touradas, com 242 apoiadores.
Os três povoados votaram de maneira distinta. Dois, Batán e Valrío, optaram pelo gasto festivo. “Esse dinheiro não conseguirá criar muitos empregos, então prefiro gastar com os touros”, disse um habitante.

O terceiro povoado, Guijo de Galisteo, a sede do distrito, escolheu a divisão do dinheiro para a criação de empregos locais. “Não precisamos de touradas para aproveitar a ‘fiesta’, precisamos de dinheiro”, disse um morador. Foi decidido que o orçamento será dividido em três partes: 10 mil euros para a tourada (em Valrío e Batán) e 5 mil para a criação de empregos (em Guijo de Galisteo).

A economia do distrito, segundo seu site oficial, é assentada sobretudo na agricultura e na pecuária. O mesmo site propagandeia o benefício das festas populares: “As noites festivas nos fazem esquecer, por algumas horas, de todos os nossos problemas para aproveitarmos o que temos de mais valioso: Viver”.