Diplomatas de 111 países adotaram formalmente um importante acordo internacional que proíbe o uso de bombas de cacho. O presidente das negociações, da Daithi O’Ceallaigh, da Irlanda encerrou as negociações iniciadas 12 dias atrás. O documento prevê que os signatários não usarão bombas de cacho, destruirão as que possuem hoje durante os próximos oito anos e financiarão programas para limpar campos de batalha onde haja cápsulas dormentes dessas bombas de fragmentação.

Diversos diplomatas fizeram apelos para que os países que fabricam essas armas – em especial os Estados Unidos – acatem o documento. O tratado foi adotado formalmente hoje. As nações que aprovaram o documento o assinarão em dezembro em Oslo, capital da Noruega. O acordo entra em vigor em meados de 2009.

Quando detonadas, as bombas de cacho liberam cápsulas explosivas menores a esmo em várias direções, o que aumenta as chances de civis serem atingidos. Além disso, muitas dessas cápsulas não explodem imediatamente, ficando dormentes por meses ou anos e ameaçando civis que circulam pelas áreas atacadas tempos depois do término dos conflitos nos quais esses armamentos são empregados. Para piorar, as cores chamativas dessas cápsulas dormentes atraem a atenção de crianças, tornando-as vítimas comuns desses artefatos.