Os suspeitos de uma suposta rede de espionagem russa vão permanecer na cadeia após abrirem mão do direito de uma audiência. Os réus, conhecidos como Michael Zottoli, Patricia Mills e Mikhail Semenko compareceram rapidamente a um tribunal federal em Alexandria. A juíza Theresa Buchanan marcou uma audiência preliminar com os três suspeitos para quarta-feira.

Nos autos do processo, antes da audiência de hoje, os promotores disseram que Zottoli e Mills admitiram que são russos vivendo nos Estados Unidos com identidades falsas. Eles disseram que seus nomes verdadeiros são Mikhail Kutzik e Natalia Pereverzeva. Os dois foram detidos em Arlington, Virgínia, onde viviam como um casal com dois filhos.

Os promotores também disseram que encontraram US$ 100 mil, passaportes falsos e outros documentos de identidade em cofres alugados de banco. Eles estão entre os 11 suspeitos detidos por espionagem nesta semana.

As informações foram reveladas numa carta que pedia que os suspeitos fossem mantidos na cadeia. Na carta, o promotor assistente Jason B. Smith contou que Mills pediu a um amigo da família, que está cuidando de seus dois filhos desde a prisão, que os levasse para a Rússia para que fiquem aos cuidados da irmã e dos pais de Mills.

Semenko, que está nos Estados Unidos com um visto de trabalho, não é acusado de usar identidade falsa. Mas os promotores disseram que o FBI fez buscas em sua casa e em um segundo apartamento alugado recentemente por ele e encontraram equipamentos de computação “do tipo capaz de ser usado para comunicações clandestinas”. As informações são da Dow Jones.