Um tribunal no sudeste do Congo acusou 34 pessoas de genocídio pela conexão com a violência étnica que já provocou centenas de mortes ao longo dos últimos dois anos.

Os 34 suspeitos também enfrentam acusações por crimes como assassinato e estupro. Eles foram detidos e apresentados perante o tribunal, disse o porta-voz do governo, Lambert Mende.

A ONG Human Rights Watch divulgou um relatório nesta semana pedindo que governo congolês proteja os civis e, simultaneamente, ataque as causas da profunda violência entre os grupos Luba e Batwa. O texto citou um relatório das Nações Unidas que diz centenas de civis foram mortos e dezenas de milhares deslocados nos últimos anos.

A onda de violência eclodiu em 2013, em Katanga, no norte do país, depois do Batwa, um grupo pigmeu de hábitos indígenas, iniciar a luta por direitos como acesso à terra.

Um dos piores incidentes ocorreu em abril, quando os homens do Luba mataram pelo menos 30 pessoas durante um ataque que destruiu um acampamento para deslocados do Batwa.

Em reação, os combatentes do Batwa atacaram civis do Luba usando arcos e flechas e facões, matando alguns e sequestrando outros. Fonte: Associated Press.