Os Estados Unidos e a França pretendem trabalhar juntos contra o terrorismo e pela estabilização da situação da situação no mundo árabe. Ao menos esta é a intenção dos líderes dos países, Donald Trump e Emmanuel Macron, que se encontraram nesta quinta-feira em Paris.

Em clima amigável, Trump e Macron – que de certa forma representam, cada um a seu modo, as mudanças políticas no mundo atual – falaram em trabalhar diplomaticamente em conjunto para resolver os problemas políticos na Líbia, no Iraque e na Síria.

“Vivemos em um mundo complexo e temos de nos respeitar”, afirmou o presidente americano, que rasgou elogios a Macron e aos franceses durante coletiva de imprensa. “A França foi o primeiro aliado dos Estados Unidos. Como nações livres e democráticas, não há nada que não podemos fazer juntos”, disse.

Trump falou ainda luta contra “inimigos da humanidade”, citando nominalmente a Síria, o Irã e a Coreia do Norte.

Ainda sobre a Ásia, o presidente americano elogiou seu homólogo da China, Xi Jinping, e falou que deseja trabalhar em acordos comerciais com ele, bem como pela paz na região.

Menos explícito, Macron disse respeitar a saída dos Estados Unidos do acordo do clima de Paris, ainda que não concorde.

Ainda sobre a Rússia, foi a vez de Macron estender elogios as mãos ao Kremlin. Ele disse que as relações do Ocidente com o país precisam ser mais “imediatistas” e que juntos eles têm de trabalhar pela estabilidade da Síria.

Doméstico

Mas não foi de política internacional que se tratou a coletiva de imprensa. Pressionado novamente sobre a suposta relação do filho mais velho, o empresário Donald Trump Jr., com uma advogada russa, o presidente voltou a defendê-lo.

Ontem à noite, em entrevista à agência Reuters, o republicano não culpou o filho por ter realizado a reunião e disse que “muitas pessoas teriam realizado esse encontro”.

A fala ocorre dois dias depois de o filho dele divulgar os e-mails de conversas com o publicitário Rod Goldstone, que intermediou a conversa com a advogada russa Natalia Veselnitskaya em junho do ano passado. Eles teriam negociado informações contra a então candidata democrata à Casa Branca, a ex-senadora Hillary Clinton.

Em referência ao novo diretor da Agência Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês), Christopher Wray, Trump disse acreditar que os Estados Unidos terão “um grande funcionário” a seus serviços.