O tufão Goni passou pelo norte das Filipinas neste domingo, e deixou pelo menos 15 pessoas mortas e várias outras desaparecidas, incluindo 12 mineiros cujos campos de trabalho foram enterrados por um enorme deslizamento de terra em uma aldeia de montanha, disseram autoridades.

Goni foi rastreado pela última vez no mar, a cerca de 430 quilômetros a nordeste de Basco, cidade na província de Batanes, na ponta mais setentrional do arquipélago. O tufão tem ventos de 140 quilômetros por hora e rajadas de até 170 quilômetros por hora, e estava previsto para chegar ao sul do Japão em 24 horas, segundo meteorologistas do governo.

Quandos os ventos atingiram a área montanhosa da província de Benguet, deslizamentos de terra mataram pelo menos 12 pessoas, incluindo quatro garimpeiros que foram puxadas para fora de um enorme deslizamento de terra que soterrou três campos de trabalho na vila Taneg, nos arredores da cidade de Mankayan. Outros 12 mineiros permanecem desaparecidos e mais de 100 policiais e colegas cavaram através pela área enlameada neste domingo. Autoridades afirmam que é pequena a possibilidade de encontrar sobreviventes.

O governador de Benguet, Nestor Fongwan, disse que três dias seguidos de chuva inundaram um riacho, e isso acarretou no deslizamento de terra na encosta da montanha onde fica localizada a área de mineração de ouro. “Eles estavam dormindo quando um grande pedaço da montanha desceu e soterraram os seus locais de trabalho”, disse o governador. “Nós ainda temos a esperança de que vamos encontrar sobreviventes. Ainda consideramos essa uma operação de busca e salvamento”.

Três pessoas morreram em outras partes do norte das Filipinas após serem atingidas por um deslizamento de terra, uma árvore caída e por afogamento em um rio, enquanto outras três estão desaparecidas depois de serem arrastadas pela correnteza do rio, de acordo com o Escritório de Defesa Civil do país.

Mais de 32 mil pessoas abandonaram suas casas para áreas mais seguras no auge do tufão, que danificou cerca de 1.000 casas, disse Alexander Pama, que dirige agência de resposta a desastres do governo. Vários voos e viagens de barco foram cancelados e as aulas foram suspensas em várias cidades na área metropolitana de Manila e várias províncias próximas, já que o tufão intensificou as chuvas na ilha de Luzon, a principal da região norte do país.

Goni é a nona de cerca de 20 tempestades e furacões que são esperados para atingir as Filipinas este ano. O tufão Haiyan, um dos mais ferozes que atingiu o país, devastou grandes áreas na região central das Filipinas em novembro de 2013, deixando mais de 7.300 pessoas mortas ou desaparecidas. Fonte: Associated Press