O Parlamento da Ucrânia aprovou preliminarmente ontem um projeto de lei que permite ao governo ucraniano exercer um controle mais firme sobre o setor de energia frente aos reduzidos estoques de gás natural, após a Rússia ter cortado as exportações no mês passado.

Também foi aprovado, em uma primeira leitura, projeto de lei que permite a consórcios com companhias europeias e americanas operarem o envelhecido sistema de distribuição de gás da Ucrânia e suas instalações de armazenamento.

“A Rússia está tentando apertar o máximo de parafusos possíveis sobre nós”, disse o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk aos parlamentares, pedindo que eles deem a seu governo o direito de declarar um “estado de emergência” no setor de energia. “Uma guerra de gás foi declarada contra nós.”

O estado de emergência daria poderes ao governo para ditar para quem as empresas de energia devem fornecer gás e quanto, independentemente das obrigações de fornecimento sob contratos existentes.

A Rússia, maior fornecedor de gás e de gás natural para a Europa, via território ucraniano, cortou o abastecimento para a ex-república soviética no dia 16 em razão de uma disputa sobre contas não pagas.

Moscou também indicou que tomará medidas comerciais de retaliação contra a Ucrânia em razão do acordo de livre comércio assinado com a União Europeia, no mês passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.