Opositores ao governo de Nicolas Maduro protestaram em várias cidades na Venezuela neste sábado. A força de segurança venezuelana reprimiu com gás lacrimogêneo, jatos de água e tiros de bala de borracha.

Esse foi o 71º dia consecutivo de protestos contra o governo de Maduro e às eleições de 545 membros para a Assembleia Constituinte, prevista para o dia 30 de julho.

Veículos da Guarda Nacional usaram jatos de água contra as barricadas dos manifestantes nas principais avenidas de Caracas. Escudos de madeira também foram usados pelos manifestantes para proteção contra as balas de borracha e gases. Nos escudos, mensagens contra o governo, como “atirem pão, pois morremos de fome”.

Em visita pela América Latina e hoje no México, a chanceler alemã Angela Merkel classificou como “preocupante” a situação na Venezuela e convocou o governo de Maduro e a oposição a buscarem uma saída por meio do diálogo. “A situação é preocupante. A única coisa que podemos fazer é convocar o diálogo”, disse Merkel, em coletiva junto com o presidente do México, Enrique Peña Nieto.

Pelo Twitter, o chanceler venezuelano Delcy Rodríguez repudiou as declarações de Merkel e pediu que “se informasse sobre o modelo inclusivo da revolução bolivariana e a tragédia que representa a oposição”. “Deve saber que a oposição optou pela violência, vandalismo e crime no lugar de atender aos chamados democráticos”, escreveu.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, em entrevista publicada na revista norte-americana Time, exigiu que o governo da Venezuela liberte os presos políticos e coloque um fim à violência para encontrar uma solução negociada. “A violência deve terminar. A lei deve ser seguida. Os presos políticos devem ser liberados”, disse Bachelet, acrescentando: “Não se trata de um desafio regional, mas sim global”. Fonte: Associated Press.