O Brasil endossou ontem a posição de países desenvolvidos no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e foi decisivo para a manutenção de uma investigação independente dos crimes cometidos no Sudão. O conselho aprovou uma resolução que mantém o cargo de especialista independente para monitorar a situação em Darfur, onde 300 mil pessoas teriam morrido em seis anos de conflito.

Países africanos, China, Arábia Saudita e Cuba pressionaram para que a investigação fosse dada por concluída. Ao final, o mandato foi aprovado por 20 votos a favor e 18 contra. Organizações não-governamentais (ONGs) internacionais haviam criticado duramente o Brasil por seu padrão de voto na ONU nos últimos meses, sempre saindo em defesa de regimes autoritários.

“Nós estamos satisfeitos”, declarou Lucia Nader, da ONG brasileira Conectas, que trabalha com questões internacionais de direitos humanos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou no Conselho de Direitos Humanos na segunda-feira em defesa da política brasileira.