Ícone nacional na Polônia e considerado herói do movimento anticomunismo, Lech Walesa não foi convidado para uma festa para marcar a independência nacional. O presidente polonês, Lech Kaczynski, enfrenta críticas por deixar o prêmio Nobel da paz de fora. O evento marcará os 90 anos da independência da Polônia.

O país retomou sua independência em 11 de novembro de 1918, após mais um século em que seu território foi repartido entre Rússia, Prússia e o Império Austro-Húngaro. Mas Walesa, fundador do movimento pró-democracia Solidariedade, não estará presente. Segundo um assessor presidencial, a intenção é evitar conflito entre Kaczynski e Walesa.

Kaczynski era ativo no Solidariedade e chegou a ser assessor de Walesa quando este foi presidente, no início dos anos 1990. Porém, depois discordaram em disputas políticas e também trocaram ofensas pessoais.

O ministro de Relações Exteriores polonês, Radek Sikorski, demonstrou desconforto com a situação. O arcebispo de Gdanski também criticou a ausência. O próprio Walesa, porém, minimizou a questão. “É problema deles”, avaliou. “É uma pena que eles não tenham me convidado, pois eu realmente gostaria de festejar e dançar com a sra. Kaczynska”, ironizou, referindo-se à mulher do presidente, Maria Kaczynska.