O Zimbábue entrou com um pedido de extradição do dentista norte-americano Walter James Palmer, que matou Cecil, um leão que estava sob proteção, disse nesta sexta-feira uma ministra zimbabuana. “Por desgraça, é muito tarde para deter o caçador estrangeiro porque ele já fugiu para seu país de origem”, disse em entrevista coletiva a ministra do Meio Ambiente, Oppa Muchinguri. “Pedimos às autoridades responsáveis sua extradição ao Zimbábue, para que ele assuma suas responsabilidades.”

Na terça-feira, Palmer emitiu um comunicado, no qual disse que confiou em dois guias para assegurar que a caçada era legal. Dois zimbabuanos, um caçador profissional e o proprietário de uma granja, estão detidos por envolvimento na morte do leão, que gerou indignação mundial. A ministra disse que o governo deseja que o norte-americano seja julgado no Zimbábue, porque violou leis do país.

De acordo com Muchinguri, tanto Palmer como o caçador profissional Theo Bronkhorst violaram a lei de controle de caça do país. Palmer, que teria desembolsado US$ 50 mil para caçar o leão, também violou a lei ao pagar por uma caçada ilegal. Já o dono da granja violou a lei porque permitiu que ocorresse a caçada sem permissão e sem ter feito um pagamento necessário.

Os EUA e o Zimbábue têm um tratado de extradição vigente. Nesta sexta-feira, a embaixada norte-americana não deu declarações a respeito.

Acredita-se que o dentista tenha matado o leão em 1º de julho, fora do Parque Nacional Hwange, atraindo-o com um animal morto. Segundo ambientalistas, Palmer feriu o leão com uma besta (balestra) e apenas 40 horas depois o matou com uma pistola. A cabeça do leão foi confiscada por autoridades ambientais.

Palmer é um dentista de 55 anos, morador de um subúrbio de Minneapolis. Em nota a seus pacientes, disse que espera retomar seu trabalho assim que possível. Fonte: Associated Press.