Prefeitos, secretários e técnicos de diversos municípios paranaenses discutiram formas de melhorar seus trabalhos no combate ao uso de bebidas alcoólicas. Eles se reuniram com a Coordenadoria Estadual Antidrogas (Cead), da Secretaria da Justiça e da Cidadania(Seju), nesta quarta-feira (09), no encontro dos Conselhos Municipais Antidrogas (Comads). Foram apresentadas políticas públicas para prevenção ao uso de bebidas alcoólicas que deve ser implantado no Paraná até o final desse mês.

"Todos discutiram alternativas de planos de trabalho, para incentivar a participação da comunidade em suas ações. Os municípios que não possuem conselho próprio, receberam material que orienta como criar um", explicou o secretário Aldo Parzianello. O projeto é uma iniciativa pioneira entre os Estados brasileiros, baseado no "Modelo Sistêmico Holder", ação que tem por meta a prevenção comunitária, com a regulamentação do mercado varejista de álcool. Também prevê apoio da mídia com informações freqüentes e especializadas, diminuição do acesso à bebidas e minimizar problemas constantes, como beber e dirigir, além do controle do consumo de bebida em local público. O método já foi implantado em Diadema (SP), onde os índices de homicídio e criminalidade reduziram pela metade. Lá, a medida contou com 92% de aprovação da população.

A coordenadora da Cead, Cleuza Canan, disse que a intenção dessas medidas é mudar a cultura e a consciência da população em relação à bebida. "Os jovens começam a beber cada vez mais cedo, pois o álcool está naturalmente presente no seu dia-a-dia, até mesmo em eventos familiares", analisou. Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), apontam que 48,3% dos jovens entre 12 e 17 anos já consumiram bebida alcóolica.

A Coordenadoria realizou encontros com vários segmentos da sociedade, cujo objetivo foi apresentar seus trabalhos e a justificativa dessas ações, por meio de dados estatísticos. "Desse modo, pretendemos formar parcerias e aliados na implantação do programa, fazendo com que essas pessoas tornem-se agentes multiplicadores dos projetos da Cead", concluiu Cleuza.