Adaptada à pequena cidade austríaca Neulengbach, com oito mil habitantes, a 30 minutos de Viena, a meio-campista Rosana dos Santos não pensa tão cedo em voltar a jogar no Brasil.

Campeã no Pan de Santo Domingo/2003 e prata na Olimpíada de Atenas/2004, ela perdeu a esperança de ver o cenário do futebol feminino no País evoluir. ?Não compensa jogar no Brasil pelo lado financeiro e pela instabilidade… falta organização, campeonato. Quem me dera estar ao lado da minha família. No dia que o futebol feminino do Brasil atingir esse patamar da Europa, eu já estarei me aposentando?, diz a garota de 24 anos, que está curtindo férias no Brasil.

Há dois anos e meio na Áustria, defendendo o time que leva o mesmo nome de sua cidade (SV Neulengbach), Rosana que é do bairro Imirim, Zona Norte, quer continuar na Europa por mais cinco anos.

Na última temporada, foi campeã austríaca e da Copa da Áustria. Seu talento despertou o interesse de um time da Alemanha. Mas relevou. ?Estou bem no meu time. Tenho medo de sair de lá para ganhar mais em outro País e não ter o mesmo respeito suporte emocional.

Com seu futebol conseguiu também quebrar o gelo dos habitantes da cidadezinha do Leste Europeu. ?Falo para eles que eram muito frios quando cheguei aqui e hoje descobri que eles têm coração.? Nas ruas de Neulengbach, é comum Rosana receber abraços, pedidos de autógrafo, fotos…

Sobre o Pan do Rio, Rosana espera estar no time na luta pelo bicampeonato. ?No Pan vamos ser muito cobradas, mas as pessoas esquecem que os dirigentes não dão estrutura suficiente para cobrar. Da prata olímpica para cá, não fizeram absolutamente nada por nós!?.