O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a insinuar que seu adversário do PSDB, Geraldo Alckmin, iria privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, e Banco do Brasil, e destacou as realizações na economia durante seu governo em seu programa no horário eleitoral gratuito na TV. Já Geraldo Alckmin (PSDB) criticou o crescimento econômico, continuou cobrando explicações sobre a origem do dinheiro apreendido pela Polícia Federal para a compra do chamado dossiê Vedoin, e falou sobre os programas sociais que ele criou no governo de São Paulo. Os dois candidatos à Presidência da República repetiram nesta quarta-feira (18) os programas exibidos ontem à noite.

Lula destacou as realizações de seu governo no campo econômico. "Todos sabem que encontramos um país quebrado", alfinetou, e afirmou que ele abaixou a inflação, gerou empregos, reduziu a pobreza e aumentou as exportações. Ele realizou nova comparação com o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e afirmou que exportou mais e obteve uma balança comercial maior do que o tucano. Ele também usou um depoimento do prefeito de Salvador, João Henrique (PDT) pedindo votos.

O petista destacou o biodiesel e o HBio, disse que "livrou o País do apagão" e que conquistou a auto-suficiência em petróleo. Lula afirmou que irá ampliar investimentos em infra-estrutura e em programas sociais, aumentar o crédito pessoal e recuperar o salário mínimo. Ele ainda prometeu construir o núcleo da TV digital na Zona Franca de Manaus, e instalar pólos de microeletrônica e semicondutores em Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Já Alckmin criticou o crescimento econômico brasileiro e o comparou com o de outros países da América Latina. Ele fez inclusive uma metáfora futebolística, que Lula normalmente usa, ao dizer que "o presidente precisa parar de ficar ajeitando o meião, enquanto os outros ganham da gente de goleada". O tucano criticou a geração de empregos, e prometeu realizar obras de infra-estrutura. "Se a gente não mudar agora, vão ser mais quatro anos de paradeira", disse.

O tucano prometeu novamente que irá manter o Bolsa Família, mas destacou os programas sociais que criou no governo de São Paulo, como o Dose Certa, o Bom Prato e o Renda Cidadã. Ele utilizou cenas em comícios com discursos do governador reeleito de Minas, Aécio Neves (PSDB), do governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), do senador eleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e da candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).