O 181 – Nacordenúncia, programa desenvolvido pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania, possibilitou a apreensão, no Paraná, de 61.494,9 toneladas de maconha e 747,3 quilos de cocaína desde que foi criado, em de junho do ano passado. Além dessas, outras quantidades de drogas também foram retiradas das ruas. Para o secretário Aldo Parzianello, o programa atinge suas metas, graças à participação do cidadão no Narcodenúncia. “Qualquer pessoa pode fazer a denúncia, telefonando para o número 181, com a garantia e segurança de que sua identidade será preservada. O importante é o serviço de cidadania prestado por todos: Estado e população”, esclareceu.

Para o coordenador do 181, major Jorge Costa Filho, desde que foi criado o programa, há maior controle sobre a movimentação de drogas no Estado, com as ações integradas das polícias Civil, Militar, Federal e da Rodoviária Federal. “Temos um mapeamento real a respeito do assunto no Paraná”, disse.

Nos números totais do Narcodenúncia de 16 de junho até essa terça-feira foram apreendidos 61.494,9 quilos de maconha, 747,3 quilos de cocaína, 70.150 pedras de crack, 27 comprimidos de ecstasy, 8.245,5 ml de thinner, 14,65 quilos de cola de sapateiro, 26.785 bolinhas de haxixe, 496,7 quilos de pasta base e 7.170 frascos de lança-perfume, além de pequena quantidade de LSD e heroína.

O sucesso do Narcodenúncia tem chamado a atenção de outros Estados. Aldo Parzianello e Jorge Costa serão homenageados pelo governo do Mato Grosso do Sul, que está implantando o programa. Nessa quinta-feira (02), representantes do Mato Grosso estarão em Curitiba para conhecer detalhes do Narcodenúncia.

Transparência

As principais ações do 181 podem ser acompanhadas pelo site www.181.pr.gov.br, atualizadas constantemente. “É para que a população saiba que esse serviço é realizado com transparência, pois existe o compromisso do governo em combater o narcotráfico no Paraná”, esclareceu o major Costa.

Parzianello completa que o projeto 181 ? Narcodenúncia tem função preventiva. “Isso porque o Estado, ao retirar as drogas do mercado, minimiza o risco dessas substâncias serem consumidas. Então, contida a oferta, se reduz a demanda”, deduziu.