O programa Narcodenúncia, desenvolvido pelas Secretarias da Segurança Pública e Justiça e Cidadania, já efetuou 5.443 prisões em todo Paraná desde sua implantação, há 26 meses. Também foram detidos 948 menores. As ações da polícia possibilitaram a apreensão de mais de 140 toneladas de maconha e de 1.448 quilos de cocaína. Houve, ainda, o recolhimento de milhares de pedras de crack, haxixe, cola de sapateiro, pasta-base de cocaína e de frascos de lança-perfume.

Por fazer fronteira com o Paraguai, o Paraná estaria na rota de drogas compradas por quadrilhas que abastecem o mercado interno e externo. Além de usar ônibus de sacoleiros, os traficantes se organizam em grupos bem estruturados. Optam, muitas vezes, por caminhos alternativos para tentar despistar a polícia. Os órgãos de segurança, no entanto, já mapearam as principais opções e também estão realizando blitze constantes nestes locais.

Repressão 

O Narcodenúncia foi governo do Paramá em junho de 2.003 para combater o tráfico de drogas e prender traficantes. Ligando ao fone 181, a pessoa tem sua denúncia registrada e investigada. ?Caso o tráfico estiver ocorrendo no momento do telefonema, imediatamente é encaminhada uma viatura da PM para prisão dos marginais?, explica o secretário da Justiça, Aldo Parzianello.

De qualquer telefone, até mesmo de casa, pode ser feita a ligação gratuita. O número não é identificado e o governo garante sigilo absoluto sobre a identidade do denunciante. O atendimento ao público estende-se por 24 horas. É importante reunir o máximo de informações sobre o traficante: nome, apelido, local e horário onde ocorre o tráfico. Quanto mais detalhes, mais eficiente será o trabalho da polícia.

Atualmente, no sistema penitenciário, a quase totalidade dos presos tem envolvimento direto ou indireto com o mundo das drogas. São na maioria traficantes. A maior parte dos delitos é praticada por pessoas sob o efeito de substâncias tóxicas visando obter dinheiro para sustentação do vício ou para compra e venda de drogas e entorpecentes.