Brasília – Apesar de a questão do acesso a mercados continuar causando polêmica nos debates sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o chefe da delegação brasileira nas negociações do novo bloco, embaixador Luis Filipe de Macedo Soares, disse hoje que os acordos sobre comércio de serviços e propriedade intelectual já definiram alguns pontos. No entanto, Soares ressaltou que essa definição é geral, seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), e sem detalhamentos.

Em novembro do ano passado, em uma reunião em Miami (EUA), os negociadores chegaram ao que ficou conhecido como “Alca possível”. Essa solução define um acordo-base de direitos e obrigações possíveis, mas permite que os países negociem acordos plurilaterais.

Soares explicou que agora as negociações sobre a Alca estão na fase de indicar o que pode ser negociado dentro desse acordo-base e os procedimentos que serão adotados para assinar ajustes plurilaterais. O Brasil, segundo Soares, é favorável ao acordo-base envolvendo todas as áreas de negociações.

O negociador brasileiro, que participa da reunião do Comitê-Executivo da Confederação Parlamentar das Américas (Copa), na Câmara, disse ainda que gostaria que a Alca também tratasse de questões como o livre trânsito de pessoas, como ocorre no Mercosul. No entanto, ele reconhece que “ter tudo de uma só tacada, se não é perigoso, é ilusório”.

As informações são da Agência Câmara