Uma pessoa de fora do Corinthians conversou muito com Nilmar durante as férias: Vanderlei Luxemburgo. O treinador do Santos mostrou ao jogador seus planos para a conquista da Libertadores. O atacante corintiano não quis se comprometer e disse que somente depois de resolvida a situação com Corinthians poderia negociar. Vanderlei pediu prioridade se não houver acordo com o clube de Alberto Dualib. Nilmar disse não, mas afirmou que levaria em consideração o interesse do treinador santista.

Na quinta-feira, Nilmar teve o maior cuidado para não se indispor com Leão quando abandonou a concentração em Jarinu. O atacante contou para um amigo como foi a conversa. Disse que o Corinthians declarou na Fifa que não tinha contrato com ele para se livrar da dívida do Lyon. Assim, Nilmar e o advogado Breno Tannuri decidiram que seria melhor sair da concentração por causa do desrespeito – o próprio clube havia ido até a Justiça comum no Brasil alegando ter contrato em vigor com o atacante.

?Você vai se queimar. É melhor não ir?, teria dito Leão. ?Professor, me desculpe, mas eu vou. Preciso ir. Vai ser melhor para mim?, respondeu Nilmar.

?Então vá. Ninguém vai segurá-lo se você quer mesmo ir?, respondeu Leão. O atacante não teve a menor dificuldade em sair da concentração de Jarinu. Até brincou com os seguranças da chácara Santa Filomena.

Nilmar confirmou a amigos que não recebeu as luvas de R$ 3,5 milhões que o clube lhe deve desde agosto. No mesmo mês, a diretoria aumentou por livre e espontânea vontade o seu salário de R$ 180 mil para R$ 280 mil – depositados na Justiça.

O atacante disse que não tocou no dinheiro. Foi orientado pelo advogado a não receber enquanto as luvas não fossem quitadas pelo Corinthians.