O governador paulista Geraldo Alckmin, segundo suas contas no oitavo mandato eletivo, para tirar quaisquer dúvidas sobre sua experiência no ramo, nunca foi político dado a rompantes midiáticos e tampouco de atitudes demagógicas, visando atrair os refletores para sua pessoa.

Ao contrário, a discreta conduta de autêntico low profile, logo lhe fez vítima da troça, especialmente veiculada pelos oposicionistas, que passaram a designá-lo pelo apodo de ?picolé de chuchu?, dada a circunspecção característica de suas atitudes.

Ao que parece, no entanto, o governador resolveu introduzir mudanças abruptas em seu comportamento e, ao anunciar que é candidato a candidato do PSDB à Presidência da República, botou o tucanato num alvoroço como há muito não se via.

Alçado pelas últimas pesquisas de intenção de voto ao primeiro lugar, o prefeito paulistano José Serra sofreu um direto na mandíbula, para usar a linguagem dos cronistas do boxe, do qual não conseguiu se recuperar até agora.

Literalmente, o prefeito ficou sem resposta, mas calejado pela experiência preferiu, ao invés de proferir palavras que o deixassem em pior situação, desconversou prometendo convocar a imprensa quando houver algo a dizer.

Alckmin continua falando, para alguns observadores, um pouco além do limite do razoável. Faz questão de assegurar que é homem de partido e, destarte, apoiará o escolhido pela maioria, frisando não passar por sua mente a idéia de ser candidato para atender capricho pessoal. Mas, por via das dúvidas, resolveu pegar firme.