Brasília ? As regiões Nordeste e Sudeste são as que mais concentram, em números absolutos, crianças que têm a força de trabalho explorada, de acordo com o estudo "O Brasil sem Trabalho Infantil! Quando?". O relatório foi divulgado hoje (24) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o estudo, feito com bases em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1992 a 2003, o Sudeste é a região que, ao longo dos anos, apresenta as maiores reduções de trabalho infantil, na faixa etária de 10 a 17 anos. Em seguida, vem o Centro-Oeste, o Sul, o Norte e, por último, o Nordeste. Dados de 2001 mostravam que, de um total de 3 milhões de crianças trabalhadoras, 1,5 milhão está no Nordeste e 710 mil no Sudeste.

Em 2003, em todo o país, 4,6 milhões de crianças nessa faixa etária tinham a mão-de-obra explorada. De acordo com a coordenadora do estudo, Marisa Beppu, é preciso aumentar os esforços para erradicar o trabalho infantil no Brasil até 2015. A meta faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, definidos em 2000 pelos países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Na avaliação de Marisa, é necessário intensificar as ações principalmente na região Nordeste, onde a redução da exploração da mão-de-obra infantil tem sido menor.

No que se refere aos estados, o Amapá se destaca por apresentar um aumento dos índices de trabalho infantil.