As operadoras de celular vão solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mais 30 dias para completar os testes que estão realizando com um texto menor na mensagem de encaminhamento do serviço de caixa postal dos aparelhos móveis.

Pelo prazo dado inicialmente pela agência, os testes práticos, iniciados há cerca de três meses, terminariam na próxima terça-feira, mas as empresas argumentam que necessitam de mais um mês para que o Ibope (instituto contratado pelas operadoras) faça pesquisas qualitativas para avaliar se os usuários aprovaram a mudança. As empresas sustentam que esses levantamentos qualitativos só farão sentido se a mensagem continuar no ar durante esse prazo.

A mensagem que vem sendo testada pelas empresas diz, para quem liga para um celular que não atende: "Deixe seu recado na caixa postal". A mensagem anterior, mais extensa, dizia: "Sua chamada está sendo encaminhada para o serviço de mensagens, e estará sujeita à cobrança após o sinal".

O presidente do Conselho da Associação Nacional das Operadoras de Celular (Acel), Mário César Pereira de Araújo, disse que muitos usuários reclamavam da mensagem antiga, pelo fato de ser muito longa e por não esclarecer como se daria a cobrança do recado.

O principal argumento da Acel é que a mensagem antiga transmitia a idéia de que a mensagem que seria deixada na caixa postal teria uma tarifa específica, diferente da que é cobrada nas ligações normais da telefonia celular.

A proposta de mudança, porém, é criticada por entidades de defesa do consumidor. Em sua página na internet, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que a mensagem que vem sendo testada pelas operadoras omite a informação de que, a partir do momento em que o usuário começar a deixar seu recado na caixa postal, a ligação começa a ser cobrada.

Se a Anatel não concordar com os argumentos da Acel e do Ibope de que são necessários mais 30 dias para a conclusão dos testes, a mensagem maior, que informa que o recado deixado na caixa postal será cobrado, voltará ao ar já na próxima semana. A Acel pretende, porém, depois de concluir todos os estudos, encaminhar solicitação à Anatel para que a mensagem mais curta passe a ser definitivamente adotada.